Português – Uma língua em expansão

Atualmente, o português é a 5.ª língua mais falada no mundo, com cerca de 280 milhões de falantes. É a língua oficial de nove países: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, mais recentemente, Guiné Equatorial. Além destes, é também língua oficial em Macau, atual região administrativa da China e que, até 1999, fora administrada por Portugal durante mais de 400 anos.

Para além disto, é uma língua com relevância noutros países, desde as afinidades com Espanha (especialmente na Galiza), passando pelo ensino obrigatório em alguns currículos escolares do Uruguai e da Argentina, e com o seu ensino a ser introduzido ou ampliado em países como a Venezuela, a Zâmbia, o Senegal, a Costa do Marfim e África do Sul.

As variantes mais conhecidas desta língua são o português de Portugal e o português brasileiro. A compreensão entre ambos os tipos de falantes é quase total, mas naturalmente há algumas diferenças, quer a nível da fala, quer a nível da escrita, quer a nível da significação de palavras. Afinal, apesar da aldeia global que hoje temos, estes países ficam em hemisférios diferentes, com cerca de 8 000 km de distância a separá-los.

Vamos dar atenção a um exemplo curioso nestas duas variantes do português. Um “facto” em Portugal (no sentido de assunto ou acontecimento) é um “fato” no Brasil. Um “fato” em Portugal refere-se somente a vestuário e, no Brasil, é denominado de “terno”. Pequenas diferenças, como esta, estão tão enraizadas que nem em certos acordos para a uniformização da língua – como o Acordo Ortográfico de 1990, que ainda hoje divide opiniões – conseguem alterá-las.

Mas é importante não nos esquecermos que o Português não é só falado em Portugal e no Brasil. Ao longo dos últimos cinco séculos, a língua portuguesa permaneceu em expansão e assim continua. As variedades do português são de diversos tipos: geográficos, históricos, sociais e dependentes até de situações pontuais. O mais importante é que nos lembremos de que as pequenas diferenças entre o português dos vários locais servem sempre para enriquecer a língua.